A rejeição por parte da Polícia Federal (PF) à segunda tentativa de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, comunicada na noite da última quarta-feira, 10, buscou pressionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) a definir sua posição sobre o acordo. A informação é do blog da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo.
+ Entenda o que é Política em Oeste
Receba nossas atualizações
Com a recusa, o órgão policial pretendia induzir a procuradoria a oficializar se aceitaria ou não o novo material apresentado por Vorcaro. Segundo integrantes da PF, a negativa conjunta dos dois órgãos sugeriria que a proposta de delação não apresentou informações inéditas nem de relevância. Assim, serviria mais como estratégia de defesa dos investigados.
Fontes da Polícia Federal relataram que, já no início da semana, a PGR demonstrava insatisfação com o conteúdo que o banqueiro encaminhou.
Expectativa em torno da decisão da PGR

Apesar da movimentação da PF, a resposta esperada não veio imediatamente. Nesta quinta-feira, 11, a PGR manteve silêncio e não divulgou posicionamento oficial, de modo a deixar a PF no aguardo de um retorno até o final desta sexta-feira, 12.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, informou a pessoas próximas que os documentos continuam sob análise. Ele não entende que exista urgência para definir o caso.
Leia também: “A herança maldita do governo Lula”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 326 da Revista Oeste
Já a defesa de Daniel Vorcaro sustenta que a proposta revisada é “irrecusável” e suficiente para avançar as negociações. Com isso, o desfecho do processo de colaboração depende agora exclusivamente do aval da PGR.
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.