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Política

Portaria autoriza Força Nacional a atuar em Roraima, na fronteira com Venezuela

A quantidade de agentes envolvidos será definida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública

usp portaria O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Ricardo Lewandowski | Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Escritório de advocacia da família de Ricardo Lewandowski manteve contrato de consultoria com o Banco Master enquanto ele foi ministro da Justiça e Segurança Pública | Foto: Roque de Sá/Agência Senado

Uma portaria do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, liberou a Força Nacional para atuar em Boa Vista e Pacaraima, no Estado de Roraima, na fronteira com a Venezuela. A norma fixou prazo de 90 dias para a operação dessas equipes na região fronteiriça.

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Publicada nesta quinta-feira, 8, no Diário Oficial da União, a portaria informa que o objetivo é decisão busca fortalecer os órgãos estaduais de segurança e garantir a ordem diante de recentes tensões na área. A quantidade de agentes envolvidos será definida pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, conforme o planejamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Contexto e motivações para a portaria de envio da Força Nacional

A norma não especificou quem solicitou o envio da Força Nacional, mas atribuiu ao órgão responsável a obrigação de prover infraestrutura necessária para o funcionamento das equipes federais. Não há confirmação se a recente detenção de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas, motivou a medida no Brasil.

A captura de Maduro ocorreu no sábado 3, durante operação militar conduzida pelos Estados Unidos na capital venezuelana. O governo brasileiro tem acompanhado o impacto da situação, já que questões como o aumento do fluxo de migrantes preocupam as autoridades.

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, disse à CNN que o momento exige cautela, enquanto integrantes do governo não descartam reforço militar em Pacaraima. Apesar disso, o Exército Brasileiro informou na segunda-feira 5, que não haverá aumento no efetivo na fronteira, onde 120 militares atuavam no controle migratório e o fluxo reduziu na última semana.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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