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Política

Relator alerta para 'discrepância grave' no PL da Dosimetria

Espiridião Amin (PP-SC) avalia que texto atual pode beneficiar corruptos e criminosos sexuais

O senador Esperidião Amin (PP-SC), em pronunciamento no Plenário | Fonte: Agência Senado
Esperidião Amin (PP-SC), relator do PL da Dosimetria no Senado | Fonte: Agência Senado

O relator do PL da Dosimetria no Senado, Esperidião Amin (PP-SC), afirmou que avalia “a gravidade da discrepância” no texto aprovado pela Câmara dos Deputados, por considerar que a proposta pode beneficiar condenados por crimes diversos, como corrupção e delitos sexuais. Em entrevista ao portal UOL neste sábado, 13, Amin disse que o problema foi identificado com apoio dos senadores Alessandro Vieira (MDB-SE) e Sérgio Moro (União), que têm discutido o tema diariamente.

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), informou que não é possível votar a proposta sem correções no texto. Amin relatou que conversou com Alencar e elogiou a avaliação técnica feita pelo colega. O relator também destacou que a criação de novos tipos penais, identificada por Vieira, pode gerar conflito com o PL Antifacção, já aprovado pelo Senado e ainda pendente de análise na Câmara.

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Vieira, por sua vez, declarou em rede social que o texto do PL da Dosimetria “carrega vícios insanáveis, em especial por afrouxar o tratamento penal para crimes diversos daqueles declarados pelos deputados” e prometeu apresentar voto em separado pela rejeição total do projeto, “buscando a construção de soluções técnicas para o tema”.

Amin afirmou que tenta construir uma solução até segunda-feira, 15, última semana de funcionamento do Congresso antes do recesso.

Deputados comemoram votação do PL da Dosimetria | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Deputados comemoram votação do PL da Dosimetria | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

PL da Dosimetria como substituto da anistia

O chamado PL da Dosimetria foi articulado na Câmara depois das condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023. A proposta foi apresentada como alternativa a pedidos de anistia e teve o regime de urgência aprovado em setembro. O texto foi aprovado pela Câmara na última quarta-feira, 10, e agora passa pelo crivo do Senado.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. WILLIAM S.
    WILLIAM S.

    Estava na cara que não ia sair barato…
    Cleptocracia relativa nessa várzea.

  2. Sandro Schasiepen
    Sandro Schasiepen

    Mais uma vez veremos o resultado de negociar com criminosos…

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