O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou duramente o Partido dos Trabalhadores (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, depois de declarações que o responsabilizam pela derrubada da Medida Provisória 1.303/2025, conhecida como MP da Taxação. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira, 9, o governador afirmou que o partido promove uma “campanha de desconstrução de imagem” e classificou as acusações de Haddad como “absurdas”.
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“Paciência tem limite”, começou o governador. Segundo ele, há meses é alvo de “ofensas” e “mentiras nas redes sociais”. Tarcísio acusou o PT de tentar associá-lo a um movimento contrário à arrecadação federal. “Agora o PT quer me acusar de ter trabalhado para evitar que o governo cobre mais impostos da população”, disse.
O governador afirmou que sua atuação busca “mudar a vida das pessoas” e citou iniciativas estaduais nas áreas de saúde, segurança pública e infraestrutura. “É isso que a gente está fazendo, por exemplo, com a Tabela SUS Paulista, que está revolucionando a saúde no Estado”, declarou. Ele também mencionou obras como o Rodoanel e a Linha 17 do Metrô. Ao final, Tarcísio dirigiu-se diretamente ao ministro da Fazenda: “Tenha vergonha, Haddad”, provocou. “Respeitem os brasileiros, cortem gastos, pensem que a gente precisa governar.”
PT acusa Tarcísio de interferir no Congresso
O pronunciamento de Tarcísio ocorre depois de declarações de Haddad, que atribuiu ao governador paulista um papel direto na derrubada da MP. Em coletiva de imprensa, o ministro afirmou que Tarcísio “agiu em detrimento dos interesses nacionais para proteger a Faria Lima”. A MP foi retirada de pauta na Câmara dos Deputados depois de votação que resultou em 251 votos favoráveis à exclusão e 193 contrários, o que encerrou definitivamente sua tramitação. A proposta ainda dependia de análise no Senado, mas perdeu validade à meia-noite.
O relator da MP, deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), afirmou em entrevista à CNN que Tarcísio “está ligando para deputados e pedindo votos contra a MP” e classificou a movimentação como uma manobra da oposição. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), declarou que governadores da oposição, “em especial o de São Paulo”, teriam tentado “sabotar” o ajuste fiscal.
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MP da Taxação em pauta
A MP da Taxação previa uma alíquota unificada de 18% do Imposto de Renda sobre rendimentos de investimentos e juros sobre capital próprio, além de elevar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 9% para 15% para instituições financeiras e fintechs. O texto original também previa aumento na tributação de apostas esportivas e on-line, de 12% para 18%, mas esse ponto foi suprimido por Zarattini.
A medida, enviada pelo governo federal em agosto, também alterava regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e criava novas normas de tributação sobre investimentos e fintechs. Segundo o Ministério da Fazenda, a proposta poderia gerar um acréscimo de cerca de R$ 30 bilhões na arrecadação entre 2025 e 2026.
O governo federal defendia a ideia de que as mudanças ajudariam a compensar a redução do IOF e a financiar políticas sociais. Com a derrota da proposta, o Ministério da Fazenda deve rever as projeções de arrecadação para o próximo biênio.
Ao encerrar sua fala, Tarcísio reafirmou que pretende continuar a defender a pauta fiscal de São Paulo e criticou o que chamou de “politização da gestão pública”. “A gente precisa sair do palanque, a gente precisa trabalhar e fazer a diferença, que é isso que a gente está fazendo aqui em São Paulo.”
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Boa, Presidente!!! Não alivie para essa corja de knalhas, tem que ser da medalhinha pra cima
Ministro de merda ,vive culpando os outros ,só faz merdas