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Política

Tarcísio sobe o tom contra o PT: 'Tenha vergonha, Haddad'

Governador acusa partido de promover 'campanha de desconstrução de imagem'

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no evento Esfera - 25/8/2025 | Foto: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, no evento Esfera — 25/8/2025 | Foto: Aloisio Mauricio/FotoArena/Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou duramente o Partido dos Trabalhadores (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, depois de declarações que o responsabilizam pela derrubada da Medida Provisória 1.303/2025, conhecida como MP da Taxação. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira, 9, o governador afirmou que o partido promove uma “campanha de desconstrução de imagem” e classificou as acusações de Haddad como “absurdas”.

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“Paciência tem limite”, começou o governador. Segundo ele, há meses é alvo de “ofensas” e “mentiras nas redes sociais”. Tarcísio acusou o PT de tentar associá-lo a um movimento contrário à arrecadação federal. “Agora o PT quer me acusar de ter trabalhado para evitar que o governo cobre mais impostos da população”, disse.

O governador afirmou que sua atuação busca “mudar a vida das pessoas” e citou iniciativas estaduais nas áreas de saúde, segurança pública e infraestrutura. “É isso que a gente está fazendo, por exemplo, com a Tabela SUS Paulista, que está revolucionando a saúde no Estado”, declarou. Ele também mencionou obras como o Rodoanel e a Linha 17 do Metrô. Ao final, Tarcísio dirigiu-se diretamente ao ministro da Fazenda: “Tenha vergonha, Haddad”, provocou. “Respeitem os brasileiros, cortem gastos, pensem que a gente precisa governar.”

PT acusa Tarcísio de interferir no Congresso

O pronunciamento de Tarcísio ocorre depois de declarações de Haddad, que atribuiu ao governador paulista um papel direto na derrubada da MP. Em coletiva de imprensa, o ministro afirmou que Tarcísio “agiu em detrimento dos interesses nacionais para proteger a Faria Lima”. A MP foi retirada de pauta na Câmara dos Deputados depois de votação que resultou em 251 votos favoráveis à exclusão e 193 contrários, o que encerrou definitivamente sua tramitação. A proposta ainda dependia de análise no Senado, mas perdeu validade à meia-noite.

O relator da MP, deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), afirmou em entrevista à CNN que Tarcísio “está ligando para deputados e pedindo votos contra a MP” e classificou a movimentação como uma manobra da oposição. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), declarou que governadores da oposição, “em especial o de São Paulo”, teriam tentado “sabotar” o ajuste fiscal.

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MP da Taxação em pauta

A MP da Taxação previa uma alíquota unificada de 18% do Imposto de Renda sobre rendimentos de investimentos e juros sobre capital próprio, além de elevar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 9% para 15% para instituições financeiras e fintechs. O texto original também previa aumento na tributação de apostas esportivas e on-line, de 12% para 18%, mas esse ponto foi suprimido por Zarattini.

A medida, enviada pelo governo federal em agosto, também alterava regras do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e criava novas normas de tributação sobre investimentos e fintechs. Segundo o Ministério da Fazenda, a proposta poderia gerar um acréscimo de cerca de R$ 30 bilhões na arrecadação entre 2025 e 2026.

O governo federal defendia a ideia de que as mudanças ajudariam a compensar a redução do IOF e a financiar políticas sociais. Com a derrota da proposta, o Ministério da Fazenda deve rever as projeções de arrecadação para o próximo biênio.

Ao encerrar sua fala, Tarcísio reafirmou que pretende continuar a defender a pauta fiscal de São Paulo e criticou o que chamou de “politização da gestão pública”. “A gente precisa sair do palanque, a gente precisa trabalhar e fazer a diferença, que é isso que a gente está fazendo aqui em São Paulo.”

Leia também: “A volta dos Irmãos Petralha”, reportagem de Augusto Nunes e Eugenio Goussinsky publicada na Edição 239 da Revista Oeste

2 comentários
  1. Alexandre
    Alexandre

    Boa, Presidente!!! Não alivie para essa corja de knalhas, tem que ser da medalhinha pra cima

  2. IVAN SEVERO DA SILVA
    IVAN SEVERO DA SILVA

    Ministro de merda ,vive culpando os outros ,só faz merdas

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