publicidade
Política

Tribunal suspende programa de escola cívico-militar de Zema

A decisão atende a um pedido feito pela deputada estadual Beatriz Cerqueira, do PT

Apesar de se esquivar do assunto, Zema defendeu a candidatura de Bolsonaro caso ele seja elegível em 2026 | Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil
A medida atinge tanto a consulta a 728 escolas sobre a adesão ao modelo quanto a continuidade do projeto em nove unidades estaduais a partir do próximo ano | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O conselheiro Adonias Monteiro, do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), determinou a suspensão do programa de escolas cívico-militares implementado pelo governador Romeu Zema.

A medida atinge tanto a consulta a 728 escolas sobre a adesão ao modelo quanto a continuidade do projeto em nove unidades estaduais a partir do próximo ano.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

O conselheiro justificou a decisão apontando a ausência de legislação estadual específica e de previsão orçamentária adequada para o funcionamento do programa.

Monteiro comparou a situação à de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, onde as Assembleias Legislativas aprovaram leis estaduais, mas mencionou que o modelo enfrenta cinco ações diretas de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF).

Conselheiro do TCE atendeu a um pedido do PT

A decisão do conselheiro atende a uma representação feita pela deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) e será submetida ao plenário do tribunal nesta quarta-feira, 13.

A deputada comemorou a decisão. Segundo ela, o programa teria apenas o objetivo de “atender às aspirações eleitorais”.

Até o momento, o governo mineiro não se manifestou publicamente sobre a suspensão. A consulta às escolas estava interrompida devido às férias escolares, com previsão de retomada neste mês, segundo o secretário de Educação, Rossieli Soares.

Leia também: “Estado X Nação”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 278 da Revista Oeste

Na proposta do governo Romeu Zema, profissionais da educação continuariam responsáveis pelo ensino, enquanto militares atuariam na mediação de conflitos e na disciplina.

O modelo, porém, é alvo de críticas por parte dos professores, que questionam a capacitação dos agentes.

Em Goiás, um levantamento apontou percepção positiva sobre a segurança nas escolas cívico-militares.

Vice-governador ironizou suspensão das escolas cívico-militares

O vice-governador Mateus Simões (Novo), pré-candidato à sucessão de Zema, comentou a decisão de forma irônica.

“A única coisa que está acontecendo é uma oitiva dos alunos, famílias e professores [sobre a adesão ao programa], não há transformação automática”, disse Simões. “Aparentemente, nós vamos ter que delegar ao Tribunal de Contas a administração do Estado.”

Nos documentos encaminhados ao tribunal, o governo mineiro alegou que uma lei estadual de 2019 prevê o compartilhamento de responsabilidades entre a Secretaria de Educação e militares para promover a paz nas escolas.

Monteiro rebateu o argumento, destacando que o programa precisa ser regulamentado por lei formal específica.

Leia mais:

Orçamento

Sobre os custos, o governo afirmou que o impacto seria “irrisório”, pois envolveria militares da reserva, e o pagamento adicional ficaria a cargo das corporações de origem.

O conselheiro, por outro lado, destacou que o programa prevê o uso de recursos orçamentários destinados a outra iniciativa, de gestão privada das escolas, já suspensa pelo TCE-MG.

6 comentários
  1. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Tudo que é bom para o povo, os esquerdomalditos querem destruir…
    Cambada de canalhas!!

  2. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Conselheiro Adonias, não devia censurar escolas, mas sim cuidar de zelar pela população do Jequitinhonha. Que tal olhar para a saúde de MG, para as barragens das mineradoras, para as montanhas de MG, perfuradas por mineradoras, e não restituídas à sociedade. Que tal olhar para a miséria, os mendigos, a corrupção na esfera pública.
    Sr. Sem fazer panfletagem, vamos fazer justiça social de Verdade.

  3. Reinaldo Terribelli
    Reinaldo Terribelli

    Esses caras só querem Paulo Freire , caso contrário como vão conseguir ideologizar e idiotizar crianças e adolescentes para tentar garantir algum futuro nas urnas?
    É a tal da cartilha que eles tem de seguir , que para nossa sorte está indo por água abaixo .
    Quando se trata de formação séria duvido que os petistas adotem para seus próprios filhos o método Paulo Freire ,.
    Isso só é bom para os filhos dos outros.
    O Zema é um dos terrores deles, e o pior é que terão de conviver com isso cada vez mais.

  4. Moisés Fróes
    Moisés Fróes

    Agonias do tce/MG, és um pilantra, vagabundo, corruPTista, vendido, lambe rola do Luladrão.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade