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Juliano Cazarré, ator e idealizador do evento "O Farol e a Forja" voltado para a masculinidade, liderança e fé | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Edição 333

O farol, a forja e o pânico dos militantes

Evento de Cazarré discute o papel do homem

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

O seminário O Farol & a Forja, criado pelo ator Juliano Cazarré, gerou polêmica ao ser acusado de promover machismo, após um debate na GloboNews, em maio de 2026, sobre violência contra mulheres. Realizado em São Paulo, o evento reuniu mais de 600 participantes e 20 palestrantes, abordando a masculinidade como um papel protetor, em contraste com a crítica à "patrulha ideológica" que vê a natureza masculina como problemática.

Bastou o ator Juliano Cazarré criar o seminário O Farol & a Forja, que convida o homem a fortalecer suas convicções e assumir o papel de marido, pai e profissional, para ser acusado de machista e misógino. Em maio, a GloboNews chamou-o para um debate no qual os participantes afirmaram que existe uma “epidemia de violência contra mulheres” e que, ao falar de masculinidade, Cazarré deveria sentir-se cúmplice. Dias depois, a ONG feminista União Brasileira de Mulheres entrou na Justiça e cobrou garantias de que o encontro respeitaria os direitos humanos e as pautas de igualdade de gênero.

O desespero das militantes foi em vão. O congresso, realizado no último fim de semana na faculdade UNI Ítalo, em São Paulo, não serviu para motivar os homens a serem machistas e autoritários. Os 20 palestrantes lembraram aos mais de 600 participantes as características de responsabilidades, virtudes, trabalho e liderança atribuídas ao homem.

Nas últimas décadas, a patrulha ideológica ensinou às crianças que a natureza do homem é problemática e sua força representa opressão. “Nossos antepassados não perdiam tempo perguntando o que significava ‘ser homem’”, diz um texto de apresentação do evento. “Eles simplesmente eram. Aprendiam com os mais velhos e cresciam sabendo qual era o seu lugar. Tudo isso se dissolveu. A comida vem pronta. O entretenimento é infinito. E o homem que um dia sonhou em atravessar oceanos, não quer mais levantar do sofá.”

Essa realidade se reflete na cultura. No evento, o cineasta Newton Cannito falou sobre a carência de heróis no mundo atual. “O herói apanha o filme inteiro”, lembra Cannito. “Está disposto a morrer pelo propósito. Hoje, tudo mudou. É difícil emplacar um herói num roteiro porque virou sinônimo de masculinidade opressora.” Há não muito tempo, meninos tinham por referência heróis do cinema como Rambo, forte, corajoso, veterano de guerra, sempre disposto a proteger os inocentes. Outros se inspiravam em Rocky Balboa, boxeador que conhecia suas limitações, mas as superava com disciplina, perseverança, humildade, coragem e responsabilidade.

Juliano Cazarré em imagem de divulgação do evento O Farol & a Forja | Foto: Divulgação

Segundo a empresária e palestrante Bárbara Mendes, o problema é que “o progressismo odeia a masculinidade que protege”. “Essa visão produz homens frágeis.” Um exemplo clássico do que ela falou ocorreu em 2021, quando o cantor Fiuk disse ter refletido sobre privilégios masculinos e pediu desculpas por ser homem. Segundo Barbara, o enfraquecimento do homem é um projeto. “O governo toma para si o papel que deveria ser dos homens”, disse. “Mais de 80% do Bolsa Família é entregue a mulheres. O homem deixou de ser o provedor e o protetor. Se ele não está para instruir o filho, o Estado tomará essa função.”

De acordo com o analista de segurança Bene Barbosa, o cidadão de bem deve ter acesso a armas como instrumento de proteção à família. Sem essa garantia, estará vulnerável diante de um criminoso disposto a roubar ou estuprar. A esquerda decidiu tomar para si essa responsabilidade, mas é ineficiente.

O Farol & a Forja buscou resgatar a essência protetora do homem. A empresária Letícia Cazarré, mulher do ator, mostrou estratégias para organizar a carreira e a vida financeira. O ex-lutador de MMA Antônio Rodrigo Nogueira, conhecido como Minotauro, falou sobre o Instituto Irmãos Nogueira, projeto de artes marciais voltado para crianças de periferias. O objetivo da ação é usar o esporte como instrumento de formação, disciplina, respeito, autocontrole, honestidade, persistência e responsabilidade. O cientista político Bruno Garschagen explicou que os homens devem exercer as virtudes cardeais desenvolvidas pelo filósofo grego Aristóteles, que incluem prudência, justiça, fortaleza e temperança. O médico urologista Diogo Wink ensinou que a pornografia destrói casamentos. Especialista em literatura, Raul Martins Lima falou sobre a importância da leitura na formação das novas gerações.

Minotauro (esquerda), Juliano Cazarré (meio), Bruno Garschagen (direita) em palestra do evento O Farol & a Forja | Foto: Uiliam Grizafis/Revista Oeste

De acordo com Cazarré, o evento nasceu como resposta à crise da masculinidade. O ator afirma que não pretende colocar os homens e as mulheres em lados opostos. “Grande parte dos participantes compareceu por incentivo das próprias mulheres”, disse. “As mulheres inteligentes perceberam que seria bom os maridos estarem aqui.” A proposta do seminário foi transmitir uma mensagem prática: “Volte para casa, cuide de você, de sua saúde, da família, tenha um propósito firme, volte para a fé.” Cazarré contou que a ideia do seminário surgiu durante conversas na UNI Ítalo, enquanto preparava um curso de catequese para leigos.

Algo chamou a atenção no debate da GloboNews que tentou “reeducar” Cazarré. A psicanalista Vera Iaconelli afirmou que “os homens matam mulheres”. Ela não se referiu aos autores desses crimes, mas atribuiu a todos os homens a conduta de uma minoria. Ainda acrescentou que os homens são uma “ameaça perene” às mulheres. A fala da psicanalista não condiz com a realidade. Menos de um homem em cada cem tem passagem pelo sistema prisional, por qualquer delito. A grande maioria trabalha e cuida bem da mulher e dos filhos. Costumam ser exercidos por homens trabalhos mais árduos e perigosos, como entrar num prédio em chamas, descer em minas, construir casas e estradas, fabricar móveis, limpar esgotos, erguer pontes, operar máquinas pesadas e recolher o lixo das cidades. 

A esquerda optou por associar a masculinidade à violência. O Farol & a Forja seguiu caminho oposto: buscou resgatar virtudes que ao longo dos séculos foram consideradas essenciais à vida em sociedade.

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5 comentários
  1. Vanessa Días da Silva
    Vanessa Días da Silva

    Parabens ao ator Juliano Cazarre, na contramão dessa militancia global, mantém seus princípios sólidos e constituiu uma bela família

  2. Natália Fernanda Gomes Nascimento
    Natália Fernanda Gomes Nascimento

    👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻

  3. Léo Pasqualine Filho
    Léo Pasqualine Filho

    Deve-se lutar pelo direito dos homens exercerem sua posição na família e na sociedade, o que a esquerda quer demonizar.

    1. Antonio Carlos Cavalieri DOro
      Antonio Carlos Cavalieri DOro

      A esquerda quer acabar com a família, simples assim.

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