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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Montagem Revista Oeste/Reprodução/Youtube
Edição 335

É ou não é uma ‘m…’?

Quem é dono de partido tende a achar que o Estado também é seu

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

Em 13 de agosto de 2026, Lula fez uma declaração polêmica ao afirmar que o PT é "uma m..., mas é meu", o que gerou discussões sobre a identificação e a posse do partido. O texto critica a relação histórica do PT com o estado e o setor privado, destacando a falta de demarcação entre o público e o privado, exemplificada por práticas corruptas e a influência de empreiteiras.

Lula disse, citando Maria da Conceição Tavares: “o PT é uma m…, mas é meu”. As atenções se concentraram na “m…”, e acabou passando batido o “é meu”. Claro que existe aí uma conotação de identificação, de pertencimento. Mas o “meu” não deixa de conter também o sentido de posse, de propriedade. Nem que seja como ato falho. E quem é dono de partido tende a achar que o Estado também é seu.

A separação entre público e privado é um dos parâmetros mais claros de civilização. Entender e aceitar que o patrimônio da coletividade não é um tesouro sem dono à espera de um conquistador é um dos requisitos essenciais para a ideia de sociedade. O partido em questão tem uma dificuldade histórica com essa demarcação.

Dificuldade ou facilidade, dependendo do ponto de vista. O enclave entre o Estado e um cartel de empreiteiras foi o casamento do século. Cliente privado redigindo rascunho de decisão governamental, empreiteiro subsidiando discurso de governante, empresa privada sob contrato público cuidando de benfeitoria particular para o contratante. Nunca se viu uma lua de mel tão tórrida.

Churrasqueiros, aloprados, tesoureiros, açougueiros, bicheiros, lobistas, amigos, amigos de amigos, despachantes, representantes, facilitadores, laranjas, abacaxis e jabuticabas. Pixuleco, mensalinho, mensalão, mesada, comissão, contabilidade criativa, publicidade invisível, palestra inaudível, sonda, refinaria, sítio, cozinha, elevador. É uma m…, mas é meu. Ou de um amigo meu.

Defender a causa feminina num jogo de marionete anedótica que termina em recessão e impedimento. Criar ministérios de minorias para afundá-los em denúncias de assédio entre os próprios titulares. Combater a pobreza gerando inflação e concentração de renda. Falar em liberdade pedindo consultoria de mídia à China. Que m…

Maria da Conceição Tavares é personagem de um mundo que não existe mais. Seu choro de emoção no Plano Cruzado marcou a utopia da guinada “sensível” da gestão econômica — na época em que o BNDE ganhou o “S” de social. Havia legitimidade e até certa coerência no idealismo de Conceição Tavares e de muitos que ela influenciou.

O PT seria o veículo possível para essa utopia macroeconômica, conforme as crenças da época sobre democratização de riquezas. Quando veio o Plano Real, a lendária economista não chorou de emoção. Se opôs à reforma econômica mais democratizante da história brasileira.

O PT tentou de todas as formas dinamitar o Plano. Mas, quando chegou ao poder, não dinamitou. Ao contrário: aderiu, tentando trazer os louros para si. Não queria matar a galinha dos ovos de ouro — desde que pudesse ficar com os ovos.

Essa é sua razão de viver até hoje. É uma m…, mas é assim.

Mão do presidente Lula sobre a bandeira do PT
Mão do presidente Lula sobre a bandeira do PT | Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

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10 comentários
  1. Ana Rubia Andrade Costa Pinto
    Ana Rubia Andrade Costa Pinto

    E eu que achava que fhc era o cara . Fhc apoiando o lula. Mue Deus !!!

    1. Mário Abranches da Silva
      Mário Abranches da Silva

      FHC, filho de militar, estudou e viu que se capacitando integralmente poderia modernizar a esquerda a seu bel prazer e fez, criou o Lula, a necessidade de um plano econômico, veio com o desespero e com ele as oportunidades nas estatais, por isso o tapete de MG deixou crias da esquerda fantasiados de centro entrar na aritmética do Estado, surgiu o plano real e a eleição de FHC, e trouxe ele as privatizações e seus presentinhos, abrindo assim a porta para a esquerda corrupta , nefasta criar asas, só não contaram com o fórum de SP, empobrecer a população em prol da perpétua roubalheira, sujeira e empobrecimento cultural do povo brasileiro, por um lado o plano real foi inovador, Salvador da Pátria, por outro lado criou o monstro da corrupção esquerdista, a pior das corrupções e depredações de um país que tinha tudo para se desenvolver mundialmente com o plano real, talvez por isso meu amigo Fiuza enaltece o plano e eu também, o resto é lixo para nós e luxo para eles.

  2. Ana Rubia Andrade Costa Pinto
    Ana Rubia Andrade Costa Pinto

    E eu que achava que fhc era o cara. Descobrir outro malandro apoiando o lula.

  3. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Fiuza, você não acha que FHC, ALCKIMIN e outros tucanos que admirava como filiado que fui desde a fundação do PSDB até 2019, não são os responsáveis por essa M…. de democracia e de desastre econômico que vivemos atualmente?. Não entendo porque a imprensa mesmo a verdadeira dos fatos como a da Revista Oeste, ainda enaltece essa cambada tucana pelo plano real que foi sendo destruído pela esquerda lulista, que tanto foi condenada nos “diários da presidência” de FHC. Quem tiver oportunidade de ler, vera a diplomacia vaidosa e narcisista de FHC para ser autoritário com a imprensa, com a PF e até com supostos “amigos” como Mario Covas e outros.

  4. Luciano Espinheira Fonseca Junior
    Luciano Espinheira Fonseca Junior

    O problema é que querem nos forçar a engolir essa “m@rd@“. Fala sério, ô sabujo!!!

  5. Joel Luiz Oliveira Rios
    Joel Luiz Oliveira Rios

    É MESMO A MERDA DO MERDA. NÃO EXISTIU NEM EXISTIRÁ OUTRA MERDA QUE OS SUBSTITUA, POIS SÃO OS PIORES MERDAS DE TODAS AS MERDAS COMO NUNCA MAIS HAVERÁ NESTE PAÍS TANTA MERDA JUNTA E DEIXANDO TODOS OS BRASILEIROS NA MERDA. SERÁ QUE SAIREMOS UM DIA DA MERDA DESSE MERDA? SE NÃO MORREREMOS TODOS ABRAÇADOS NA MERDA DE SEMPRE.

  6. Lauro Vitor Patzer
    Lauro Vitor Patzer

    É por isso que o “tirado da cadeia” ao abrir a boca e articular grunhindo as palavras, joga m… para todos os lados, que contamina a mente de sua milícia formada por muitos mercenários regados com dinheiro público. Aliás, já estão contaminados, mas potencializa impulsos tipo o “Dia do Ódio” no livro de George Orwell. Impulsionada, a militância passa a espalhar mais mais m… por onde passa. Pincham muros, paredes, placas de trânsito, derrubam lixeiras.
    (Mais uma vez Guilherme Fiuza apresentou uma obra textual de refinada ironia descrevendo o homem/personagem da desgraça brasileira, que se torna mais risível ainda com aquele chapéu ridículo e com o microfone na mão, saltitando com um bode).

  7. ELIAS
    ELIAS

    O apedeuta poderia ampliar o seu sicericídio:
    O PT é uma m…. mas é meu;
    O STF é uma m…. mas é meu;
    Os correios são uma m…. mas é meu;
    Os ministros são uma m…. mas são meus;
    A Polícia Federal é uma m…. mas é minha;
    As urnas eletrônicas são uma m…. mas são minhas;

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