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PF conclui 1º inquérito do caso Master e prepara indiciamentos

Relatório final deve incluir Daniel Vorcaro, Paulo Henrique Costa e Nelson Tanure

O Banco Master enfrentava grave crise de liquidez, o que elevou o risco de prejuízo de R$ 50 milhões à Amazonprev | Foto: Reprodução/TV Globo
O Banco Master enfrentava grave crise de liquidez | Foto: Reprodução/TV Globo

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• A PF concluiu as investigações da primeira fase da Operação Compliance Zero; relatório será enviado ao STF depois de revisão.
• A expectativa é pelo indiciamento de Daniel Vorcaro, Paulo Henrique Costa e Nelson Tanure no caso Master.
• Vorcaro e Costa estão presos preventivamente; Tanure responde em liberdade depois de ser alvo de busca e apreensão.

A Polícia Federal (PF) concluiu as investigações da primeira fase da Operação Compliance Zero, que deu origem ao caso envolvendo o Banco Master, e prepara o primeiro indiciamento de investigados no processo, segundo informações publicadas pelo portal Metrópoles nesta quarta-feira, 5.

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O relatório final do inquérito passa por revisão e deverá ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nos próximos meses. De acordo com o site, a expectativa é que sejam indiciados o controlador do Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o empresário Nelson Tanure.

Daniel Vorcaro festas Master
Daniel Vorcaro foi preso pela segunda vez em março de 2026 | Foto: Reprodução/Wikipédia

Próximos passos da investigação do Master

Vorcaro está preso preventivamente em regime fechado desde 4 de março, por decisão do ministro André Mendonça, do STF, depois de pedido da PF sob suspeita de ameaça a testemunhas. Ele teve duas tentativas de acordo de delação premiada rejeitadas.

Costa, por sua vez, está preso desde 16 de abril de 2026. Segundo a PF, ele é suspeito por receber R$ 146,5 milhões em propina, por meio de imóveis, em troca de favorecer a tentativa de compra do Master pelo BRB.

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A investigação ainda afirma que Tanure atuaria como sócio oculto do Master, exercendo influência sobre a instituição por meio de fundos e estruturas societárias. Diferentemente dos demais investigados, ele não está preso, mas foi alvo de busca e apreensão na primeira fase da operação.

A Operação Compliance Zero foi deflagrada em 17 de novembro de 2025 e, ao longo de dez fases, passou a investigar suspeitas de emissão de títulos de crédito falsos, gestão fraudulenta, manipulação de mercado, uso irregular de fundos de investimento, corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro, invasão de sistemas informatizados e descumprimento de práticas de governança.

Leia também: “Anatomia de uma fraude”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 301 da Revista Oeste

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