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Economia

Banco Central: contas externas têm déficit de US$ 1,3 bilhão em abril

Resultado foi influenciado pela queda nas remessas de lucros ao exterior

As contas externas medem as transações de bens, serviços e rendas do país com o exterior | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
As contas externas medem as transações de bens, serviços e rendas do país com o exterior | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Brasil registrou um déficit de US$ 1,3 bilhão nas contas externas em abril. Em abril do ano passado, o saldo negativo foi de US$ 1,7 bilhão. Em março deste ano, o déficit somou US$ 2,2 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 26, no relatório “Estatísticas do Setor Externo” do Banco Central (BC).

Gráfico que mostra as contas externas
Gráfico que mostra as contas externas | Imagem: Divulgação/Banco Central

No acumulado de 12 meses até abril, o resultado das contas externas foi negativo em US$ 68,5 bilhões, o equivalente a 3,22% do Produto Interno Bruto. As contas externas mensuram as transações de bens, serviços e rendas do país com o exterior. São compostas pela balança comercial, pela balança de serviços e pela renda primária, que inclui remessas de lucros, juros e dividendos.

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O déficit em renda primária foi o principal fator de pressão nas contas externas, mas apresentou recuo. Em abril, totalizou US$ 5 bilhões, queda de 9,9% em relação ao mesmo mês de 2024.

Balança comercial tem superávit, informa Banco Central

A balança comercial de bens registrou superávit de US$ 7,4 bilhões, levemente abaixo dos US$ 7,8 bilhões de abril de 2024. “As exportações de bens totalizaram US$ 30,6 bilhões, mantendo-se no patamar de abril do ano anterior, enquanto as importações de bens aumentaram 1,5%, somando US$ 23,2 bilhões”, informou o BC.

Já o resultado na conta de serviços foi deficitário, totalizando US$ 4,2 bilhões em abril de 2025. O valor corresponde a uma redução de US$ 98 milhões, na comparação com igual mês de 2024.

“Nessa base de comparação, aumentaram as despesas líquidas de serviços de transporte, 8,2%, totalizando US$1,2 bilhão; de propriedade intelectual, 18,0%, totalizando US$ 1,1 bilhão; de aluguel de equipamentos, 13,6%, totalizando US$ 973 milhões; e de telecomunicação, computação e informações, 30,9%, acumulando US$ 666 milhões”, diz o relatório.

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O investimento direto no país somou US$ 5,5 bilhões, acima dos US$ 3,9 bilhões registrados no mesmo mês de 2024. As reservas internacionais aumentaram e fecharam abril em US$ 340 bilhões.

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