O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira, 5, reduzir a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi anunciada depois de reunião do colegiado responsável pela política monetária e representa o quarto corte consecutivo da taxa básica de juros. Em março, a Selic caiu para 14,75%; em abril, para 14,5%; e, em junho, para 14,25% ao ano.
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Segundo o Copom, a economia brasileira segue em trajetória de desaceleração gradual, embora ainda apresente atividade resiliente e mercado de trabalho aquecido. O colegiado também avaliou que a inflação perdeu força nas divulgações mais recentes, mas permanece acima do limite superior da meta, enquanto as expectativas para 2026 e 2027 continuam elevadas.
O BC também citou as incertezas no cenário internacional, em razão dos conflitos no Oriente Médio e das dúvidas sobre a política monetária em economias avançadas. Para o comitê, esse ambiente exige cautela dos países emergentes diante da maior volatilidade dos mercados e dos preços das commodities.

Corte na Selic já era esperado pelo mercado
A decisão estava alinhada às expectativas do mercado financeiro. Segundo contratos de Opções de Copom negociados na B3, cerca de 95% dos investidores projetavam uma redução de 0,25 ponto porcentual. Até o fim de julho, esse cenário havia se consolidado como o mais provável.
Apesar da redução da Selic, o Copom afirmou que os riscos para a inflação permanecem elevados, com viés de alta, e reiterou que a magnitude dos próximos movimentos da política monetária dependerá da evolução do cenário econômico e de novas informações.
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e serve de referência para operações de crédito, financiamentos e aplicações de renda fixa. O BC utiliza o instrumento para controlar a inflação e buscar o cumprimento da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.
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