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Economia

Brasil prepara emissão de títulos públicos em moeda da China

Governo quer captar recursos diretamente no mercado asiático e ampliar a relação financeira entre os dois países

Moeda chinesa pode ganhar espaço no mercado brasileiro | Foto: Reprodução/Redes sociais
Moeda chinesa pode ganhar espaço no mercado brasileiro | Foto: Reprodução/Redes sociais

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O governo brasileiro planeja anunciar, ainda neste mês, a emissão de títulos públicos em yuan, visando atrair novos investidores no mercado financeiro asiático. A operação, que depende da aprovação das autoridades chinesas, permitirá que o Brasil venda títulos da dívida e receba recursos em yuan, semelhante ao funcionamento do Tesouro Direto. A expectativa é emitir até 5 bilhões de yuans, cerca de R$ 4 bilhões, com o objetivo de reduzir a dependência do dólar e fortalecer a relação econômica com a China.

O governo brasileiro prepara para anunciar, ainda neste mês, a primeira emissão de títulos públicos em yuan, a moeda oficial da China. A operação, segundo agências internacionais, deve ser feita no mercado financeiro asiático e integra estratégia do Ministério da Fazenda para conseguir recursos de novos investidores.

Na prática, o governo venderá títulos da dívida para investidores da China e receberá dinheiro em yuan. Depois, pagará juros e devolverá o valor dentro do prazo combinado. Esse tipo de operação se assemelha ao funcionamento do Tesouro Direto, em que pessoas e empresas emprestam dinheiro ao governo e recebem uma remuneração por isso.

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Brasil e China: o que muda na prática

Os títulos que o Brasil pretende emitir são conhecidos como Panda Bonds. Eles são emitidos por governos ou empresas estrangeiras diretamente no mercado financeiro da China e são negociados em yuan.

A operação ainda depende da aprovação das autoridades chinesas e das condições do mercado. O processo começou durante uma missão oficial do governo brasileiro à China, quando foram entregues os documentos necessários para dar início à emissão.

Leia também: “A preferência pelo abismo”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 333 da Revista Oeste

Segundo o governo, a medida busca reduzir parte da dependência do dólar nas operações internacionais e ampliar a presença do Brasil entre investidores asiáticos. A expectativa é que a primeira emissão seja de até 5 bilhões de yuans, o equivalente a aproximadamente R$ 4 bilhões.

Leia ainda: “Um pedaço da China no Brasil”, reportagem publicada na Edição 329 da Revista Oeste

Especialistas avaliam que a operação pode fortalecer a relação econômica do Brasil com a China, seu principal parceiro comercial. Por outro lado, há expectativas sobre qual deve ser a leitura dos Estados Unidos ante mais um movimento brasileiro no sentido de supostamente querer enfraquecer a influência da moeda norte-americana.

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5 comentários
  1. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    A Oeste deveria enrrevistar algumou economista que atuou no BC ou no MF para avaliar o projeto comunista de Lula. Por outro lado, há questões jurídicas para serem avaliadas e se o Congresso e a população aprova essa medida. Na minha modesta opinião o assunto merece uma discussão ampla e poderá mostrar que Lula está mesmo entregando o País para a China.

  2. Sergio Hora
    Sergio Hora

    A China agora compra oficialmente o Brasil sob o disfarce de dinheiro emprestado via aquisição de títulos públicos.
    É operação internacional.
    Não precisa de aprovação do Senado?

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