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Economia

Chinesa Neta tem 98% de queda nas vendas e demite funcionários

Afundada em dívidas, marca de automóveis já começou plano de demissão e cortes de até 75% nos salários

Fábrica da Neta, na China: problemas com produção, salários, dívidas e expansão internacional | Foto: Reprodução/YouTube
Fábrica da Neta, na China: problemas com produção, salários, dívidas e expansão internacional | Foto: Reprodução/YouTube

A crise financeira enfrentada pela marca de automóveis Neta desde o ano passado parece não dar sinais de trégua. Conforme informações do site Leifeng, a situação na empresa chinesa se agravou nos últimos meses, a ponto de levar a companhia a tomar medidas drásticas e com impacto estrutural direto, diz reportagem do site Autoesporte. 

Entre essas medidas emergenciais está o corte de pessoal no seu centro de pesquisa e desenvolvimento. Responsável pelos projetos de novos veículos e tecnologias, o setor vem sendo esvaziado aos poucos. Somente nesta segunda quinzena de março, o departamento dispensou aproximadamente 200 funcionários.

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Neta deve demitir 1,5 mil funcionários 

Há rumores de que outros 1,5 mil profissionais possam perder em breve seus postos. Nesse sentido, a própria Neta vem oferecendo pacotes de indenização para quem assinar os documentos de rescisão. Para os colaboradores que ficarem, a tendência é de uma redução salarial de até 75%.

Estima-se que a companhia esteja com uma dívida acumulada equivalente a R$ 8 bilhões. Uma das saídas para manter o negócio em funcionamento é a obtenção de uma linha de financiamento no mercado estrangeiro.

Problemas afetam várias áreas 

A queda nas vendas de até 98% e a consequente crise financeira estão associadas a diversos problemas em várias áreas. A companhia enfrentou recentemente problemas operacionais relacionados à segurança de seus automóveis. Algumas fábricas, por exemplo, tiveram a produção paralisada.

O colapso no caixa gerou atrasos no pagamento de fornecedores e a montadora sofre impacto principalmente nos seus planos de expansão internacional. Desse modo, o ingresso no mercado do México foi cancelado devido a revogação de isenção de impostos de importação pelo governo local. Da mesma forma, no Brasil, também há obstáculos decorrentes da legislação.

O cenário é tão crítico que a rede social chinesa Weibo reproduz frequentemente cobranças de clientes pedindo a saída da direção da empresa. A insatisfação se estende ao chão de fábrica, com reclamações de funcionários de vários escalões. Além disso, concessionários estão enfurecidos com a má reputação da marca.

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1 comentário
  1. Leo Saraiva
    Leo Saraiva

    Agora é torcer pra china falir 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣

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