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Economia

Déficit estrutural do governo dobra e chega a 1,4% do PIB

Resultado das contas públicas piorou no período de 12 meses encerrado em junho, segundo a Instituição Fiscal Independente

CNI FGC: dinheiro extra para proteger o sistema financeiro | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
FGC: dinheiro extra para proteger o sistema financeiro | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo | Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

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O déficit primário estrutural do governo central dobrou em um ano, alcançando 1,4% do PIB no período de quatro trimestres encerrado em junho, conforme divulgado pela Instituição Fiscal Independente (IFI). Em 2025, o déficit era de 0,7% do PIB. O resultado primário convencional também piorou, passando de um superávit de 0,1% para um déficit de 1,1%.

O déficit primário estrutural do governo central dobrou em um ano e chegou a 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no período de quatro trimestres encerrado em junho. O dado foi divulgado nesta quinta-feira, 20, pela Instituição Fiscal Independente (IFI). No mesmo período de 2025, o déficit era de 0,7% do PIB.

O indicador desconsidera receitas e despesas extraordinárias e ajusta os números aos efeitos do ciclo econômico e dos preços do petróleo. Com isso, busca mostrar a situação das contas públicas sem fatores temporários.

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Contas públicas registram piora

O resultado primário convencional do governo central também se deteriorou. O superávit de 0,1% do PIB registrado no período anterior deu lugar a um déficit de 1,1% no acumulado de quatro trimestres até junho.

A IFI atribui a piora principalmente ao aumento do déficit estrutural e à menor contribuição das receitas extraordinárias e do componente cíclico.

As receitas e despesas não recorrentes ainda tiveram saldo positivo, mas a contribuição caiu de 0,5% para 0,2% do PIB. Em valores nominais, o resultado recuou de R$ 57,6 bilhões para R$ 22,8 bilhões.

As receitas extraordinárias caíram de R$ 87,2 bilhões para R$ 40,2 bilhões, enquanto as despesas não recorrentes passaram de R$ 29,6 bilhões para R$ 17,4 bilhões.

O componente cíclico também perdeu força, com o saldo passando de 0,4% para 0,1% do PIB. Para os economistas Rafael Bacciotti e Alexandre Andrade, autores do estudo publicado no Relatório de Acompanhamento Fiscal de agosto, a piora do resultado estrutural e a expansão fiscal são pontos de atenção para a trajetória das contas públicas.

Os especialistas também alertam para a possível perda de força das receitas extraordinárias e do componente cíclico, que ainda contribuem positivamente para o resultado convencional.

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