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• A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) arquivou em fevereiro de 2022 uma denúncia anônima sobre manipulação contábil no Banco Master;
• A autarquia considerou o relato 'inverossímil';
• A denúncia alegava que o banco mascarava prejuízos e dependia da captação de novos CDBs;
• Também comparava a operação do Master um 'esquema pirâmide';
• Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master; e
• A medida resultou em R$ 57 bilhões pagos pelo Fundo Garantidor de Créditos.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) recebeu, em fevereiro de 2022, uma denúncia anônima que descrevia um suposto esquema de manipulação contábil no Banco Master, mas arquivou o caso por considerar o relato “inverossímil”. A informação é do portal UOL.
O documento previa que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) acabaria arcando com os prejuízos do banco. Segundo a denúncia, o Master utilizava ativos de baixa liquidez e fundos de investimento para mascarar prejuízos e inflar artificialmente os balanços.
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O texto também afirmava que a instituição dependia da captação de novos CDBs para honrar resgates, comparando a operação a um “esquema pirâmide”.
Master foi liquidado 3 anos depois de denúncia

Três anos e nove meses depois, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master, que levou o FGC a desembolsar R$ 57 bilhões para cobrir os prejuízos.
O documento ainda citava os empresários Augusto Lima e Nelson Tanure como sócios ocultos do banco. Atualmente, Tanure é investigado pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República sob essa suspeita, o que sua defesa nega. A denúncia também mencionava Daniel Vorcaro, ex-presidente do Master.
À época do recebimento da denúncia, a CVM já mantinha 56 processos que envolvem o grupo Master e entidades relacionadas, além de ter encaminhado, desde 2017, 13 comunicações a órgãos de controle, como o Ministério Público Federal e o Banco Central.
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Em 2026, a autarquia criou um grupo de trabalho para revisar sua atuação no caso. Em relatório interno, o colegiado reconheceu que os principais fatos descritos na denúncia acabaram se confirmando e revelou que o arquivamento, sem nenhuma apuração, é um procedimento que precisa ser revisto.
A corregedoria da CVM também passou a analisar a decisão que encerrou o caso em 2022.
Leia também: “Os tentáculos do Master”, reportagem de Uiliam Grizafis publicada na Edição 325 da Revista Oeste
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