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Economia

Em reestruturação, Cosan troca executivos e deixa Bolsa de Nova York

Empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 320 milhões no segundo trimestre de 2026

A Cosan controla e desenvolve grandes companhias nos setores de energia, combustíveis, logística e infraestrutura | Foto: Divulgação/Cosan

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A Cosan anunciou em 14 de agosto de 2026 mudanças em sua estrutura, incluindo a saída do vice-presidente financeiro, Rafael Bergman, e da vice-presidente jurídica, Maria Rita de Carvalho Drummond, com José Cezário Menezes de Barros Sobrinho assumindo a posição de Bergman. A empresa convocará uma assembleia para discutir alterações no estatuto social e a extinção da Radar II Propriedades Agrícolas S.A., visando a simplificar sua estrutura.

A Cosan anunciou na última sexta-feira, 14, uma série de mudanças na companhia, como parte de um processo de reestruturação interna que envolve troca de executivos e a saída da empresa da Bolsa de Valores de Nova York, nos Estados Unidos.

Em comunicado ao mercado, o grupo informou a saída do vice-presidente financeiro e diretor de relações com investidores, Rafael Bergman, e da vice-presidente jurídica, Maria Rita de Carvalho Drummond.

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Para a vaga de Bergman, a Cosan anunciou José Cezário Menezes de Barros Sobrinho, que ocupava cargo semelhante na Rumo – empresa de logística ferroviária da Cosan. A área jurídica, por sua vez, perderá o status de diretoria e se reportará diretamente a Sobrinho.

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Simplificação acionária no Grupo Radar

A Cosan também anunciou a convocação de uma assembleia extraordinária para tratar de mudanças no estatuto social e extinguir a Radar II Propriedades Agrícolas S.A. Trata-se da empresa do Grupo Cosan que atua com gestão e investimento imobiliário de terras agrícolas. Ela adquire, desenvolve e administra grandes portfólios de propriedades rurais (como cana-de-açúcar, grãos e eucalipto) para arrendamento a produtores.

Com isso, o patrimônio da Radar, avaliado em R$ 2,5 bilhões, será dividido entre a Cosan (que possui 50% do negócio) e a Mansilla Participações, única acionista da empresa.

De acordo com a Cosan, o objetivo da medida é “otimizar e simplificar a estrutura” do Grupo Radar. A companhia informa ainda que as mudanças não levarão a aumento de capital ou diluição de acionistas. Caso aprovada, a cisão passará a valer a partir do dia 1° de outubro.

Leia também: “Justiça homologa plano de recuperação extrajudicial da Raízen”

Saída da Bolsa de Nova York

Por fim, a Cosan informou ao mercado que vai excluir seus American Depositary Shares (ADSs) da Bolsa de Valores de Nova York (EUA). O ADS é uma unidade de participação acionária em uma empresa estrangeira, emitida por um banco dos EUA e negociada em dólares em bolsas norte-americanas.

Depois da conclusão do processo, a Cosan pedirá o cancelamento de seu registro na Securities and Exchange Commission (SEC), uma espécie de Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dos EUA.

Prejuízo no 2° trimestre

A Cosan registrou um prejuízo líquido de R$ 320 milhões no segundo trimestre de 2026, de acordo com resultados do balanço financeiro da companhia divulgado na sexta-feira.

O desempenho no período entre abril e junho corresponde a uma melhoria de 66% em relação ao segundo trimestre do ano passado.

A receita operacional líquida da empresa foi de R$ 10,8 bilhões, uma alta anual de 3%. O Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 3,5 bilhões, com crescimento de 24% em relação ao mesmo período de 2025.

A empresa

A Cosan é um grande conglomerado empresarial que atua como empresa de investimentos e gestão. Ela controla e desenvolve grandes companhias nos setores de energia, combustíveis, logística e infraestrutura.

A companhia é uma das controladoras e acionistas de referência da Raízen, gigante do agronegócio brasileiro no setor de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis, dividindo o controle acionário com a Shell.

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