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Economia

Gazeta do Povo: abandono de reformas econômicas faz Brasil chafurdar no atraso

País 'nunca sofreu de falta de planos e medidas que, se implementadas, significariam avanços importantes’, diz o jornal

Ministério da Fazenda: governo segue em dificuldades para fechar as contas | Foto: Divulgação/EBC
Prédio do Ministério da Fazenda, em Brasília | Foto: Reprodução/EBC

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

O jornal Gazeta do Povo, em editorial publicado em 4 de agosto de 2026, critica a incapacidade do Brasil de implementar reformas microeconômicas essenciais para seu desenvolvimento, apesar de suas riquezas naturais. O texto menciona as reformas propostas pelo ex-ministro da Economia Paulo Guedes, como a da Previdência e a autonomia do Banco Central, destacando que apenas a última foi aprovada.

Apesar de contar com abundância de riquezas naturais e condições suficientes para conduzir o país ao desenvolvimento, o Brasil continua sofrendo com a “incapacidade de levar adiante qualquer plano de recuperação”, abandonando pelo caminho reformas econômicas que seriam fundamentais para um verdadeiro salto de qualidade. A avaliação é do jornal Gazeta do Povo, em editorial publicado nesta terça-feira, 4.

Segundo a publicação, é “incompreensível que o país continue chafurdando no atraso e sem perspectiva de sair dessa lamentável situação”.

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“O Brasil nunca sofreu de falta de planos e medidas que, se implementadas, significariam avanços importantes; foi o caso das sete reformas propostas por Paulo Guedes, ministro da Economia de Jair Bolsonaro”, relembra o jornal, ao mencionar as reformas da previdência, tributária e administrativa, a privatização de empresas estatais, a redução de subsídios fiscais, a autonomia do Banco Central (BC) e a ampliação da liberdade comercial.

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Dessas propostas, diz a Gazeta do Povo, “a que teve melhor andamento, foi aprovada e se consolidou foi a autonomia do Banco Central, odiada por Lula e seus adeptos”.

“O histórico das reformas microeconômicas sempre anunciadas e nunca executadas entra neste segundo semestre de 2026 diante de eventos que colocam o Brasil numa encruzilhada: ou o país dá uma guinada em sua letargia e atraso, começando por reformas políticas e reformas econômicas, de maneira a tomar o caminho das mudanças nos próximos quatro anos – que serão os últimos da terceira década do século 21 –, ou o país se definirá de vez como uma nação rica de recursos naturais e pobre e atrasada em termos econômicos e sociais”, prossegue o editorial.

Segundo o jornal, “o momento atual apresenta algumas características importantes para a definição do futuro nacional”.

“A primeira são as eleições estaduais e federais em um cenário de polarização política e deterioração administrativa e moral das instituições. A segunda é uma realidade que pouco tem sido observada e debatida: o envelhecimento da população e também do capital físico, formado pela infraestrutura pública de uso coletivo e infraestrutura produtiva privada, como empresas, plantas industriais, frota de veículos de carga e de passageiros, prédios comerciais, moradias, além de tantos outros bens e equipamentos de uso pessoal e empresarial”, afirma a Gazeta do Povo.

“A campanha eleitoral deveria ser uma oportunidade para o levantamento e o debate dessas grandes questões nacionais tomando por base as muitas propostas que foram feitas, das quais se podem extrair ideias válidas até hoje”, conclui o jornal.

Leia também: “Governo pode precisar de R$ 288 bi para fechar as contas de 2026”

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2 comentários
  1. Vicente Jose Fachina Deo
    Vicente Jose Fachina Deo

    Há mais de meio século ouço que este país é subdesenvolvido, no máximo emergente, uma “Belíngia”, mistura de Bélgica e Índia, aquela para algumas áreas desenvolvidas, esta para grande áreas subdesenvolvidas.
    Brasil pode ter sido considerado país desenvolvido na segunda metade do século XIX apenas….

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