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A inflação elevada e os juros altos têm reduzido a renda disponível das famílias brasileiras, que, em maio, ficou em média em R$ 21,70 a cada R$ 100 recebidos, um dos menores níveis desde 2011. A alimentação, com gastos médios de R$ 1.073,98 por mês, pressiona ainda mais o orçamento, enquanto a Selic está em 14% ao ano, elevando o custo do crédito. Em junho, 83,7 milhões de brasileiros estavam inadimplentes, com dívidas totalizando R$ 579 bilhões.
A inflação acima do esperado e os juros elevados reduziram o espaço disponível no orçamento das famílias brasileiras. Em maio, sobraram, em média, R$ 21,70 de cada R$ 100 recebidos depois do pagamento de despesas essenciais e dívidas, segundo levantamento da consultoria Tendências.
O resultado está entre os menores da série histórica, iniciada em 2011. Em janeiro e fevereiro deste ano, a renda disponível chegou ao menor nível registrado, de 21%.
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Sem considerar empréstimos e financiamentos, a parcela disponível para outros gastos foi de 41,64% em maio. O cálculo considera despesas com alimentação, transporte, aluguel e medicamentos.
Supermercado pesa no orçamento
A alimentação também pressiona a renda. Pesquisa da empresa de ciência de dados Dunnhumby, com 10 mil pessoas, mostrou que o brasileiro gasta, em média, R$ 1.073,98 por mês em supermercados.
A inflação de alimentos e bebidas supera o índice geral. Em julho, o IPCA-15 acumulava alta de 3,51% no ano, enquanto o grupo de alimentos e bebidas registrava avanço de 4,37%.

A Selic está em 14% ao ano, aumentando o custo do crédito e o peso das dívidas. Na capital paulista, 74,1% dos lares estão endividados.
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) caiu pelo quarto mês consecutivo em julho, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Inadimplência chega a 83,7 milhões
O número de brasileiros inadimplentes alcançou 83,7 milhões em junho, segundo a Serasa, maior patamar registrado pelo levantamento. As dívidas em atraso somavam R$ 579 bilhões.
Bancos e cartões de crédito concentravam 27,3% das dívidas, enquanto contas básicas, como água e luz, respondiam por 21,3%.
As projeções para a inflação também pioraram. Em janeiro, a pesquisa Focus estimava alta de 4,31% para o IPCA. Na edição mais recente, a previsão chegou a 5,03%.
Endividamento entra na eleição
A situação financeira das famílias passou a integrar o debate eleitoral. O governo prorrogou por mais um mês o novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas.
O Ministério da Fazenda registrava 3,6 milhões de operações no programa.
A melhora aparece principalmente entre as famílias com renda de até R$ 2,1 mil. Dados do FGV Ibre mostram que o índice de situação financeira desse grupo subiu 13,1 pontos desde dezembro e chegou a 91,5 pontos.
Nas demais faixas de renda, o indicador permaneceu entre 60 e 70 pontos.
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Está é mais uma matéria q requer gráficos de apoio para ilustrar!
Por exemplo, no primeiro parágrafo vocês mencionam a série histórica iniciada em 2011! Pôxa, além do texto, mostrem a evolução da série!