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Economia

Ministro de Minas e Energia afirma que crise hídrica não será resolvida em 2021

'Nossos reservatórios estão em níveis baixos e ficarão ainda mais baixos até o fim do ano', diz Bento Albuquerque

bento albuquerque
| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A crise hídrica enfrentada pelo Brasil e que já começa a causar forte impacto na economia do país não será resolvida tão cedo, ainda em 2021. A avaliação é do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que descartou o racionamento de energia neste momento, mas reconheceu a gravidade da situação.

“Evidentemente, nós não estamos preocupados só com 2021. Mas também com 2022, 2023, 2024… Porque os nossos reservatórios estão em níveis baixos e ficarão ainda mais baixos até o fim do ano. As coisas não vão se resolver em dezembro, muito menos em abril de 2022”, disse o ministro em entrevista ao jornal O Globo.

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Leia mais: “Mourão: ‘Pode ser que tenha de ocorrer algum racionamento’”

“É lógico que o nosso foco agora é prover a oferta necessária para que a gente passe sem maiores problemas por essa fase até novembro, quando o período úmido começa. Mas nós temos de fazer um trabalho de médio prazo para que possamos ter condições melhores nos anos vindouros “, afirmou Albuquerque.

Leia também: “Bento Albuquerque faz apelo para redução do consumo de energia”

Indagado sobre as críticas feitas ao governo federal na gestão da crise, o ministro diz que é fácil fazer análises depois de os problemas ocorrerem. “É o que nós chamamos de comentarista de videotape, que comenta depois que aconteceu. Depois que aconteceu, é mais fácil dizer. Tem de ver as medidas que foram tomadas naqueles cenários. Eu acredito que as medidas que tomamos eram as medidas cabíveis naquele momento”, defendeu.

Leia mais: “‘Problema bastante grave’, diz Campos Neto sobre crise energética”

Ainda segundo Albuquerque, o presidente Jair Bolsonaro foi informado sobre a crise hídrica ainda em outubro do ano passado. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), grande parte das represas do Sudeste e do Centro-Oeste chegará ao fim do ano com nível de água inferior a 10%.

Leia também: “O que esperar da política energética e mineral”, entrevista com Bento Albuquerque publicada na Edição 42 da Revista Oeste

3 comentários
  1. R.F. Nobre
    R.F. Nobre

    Porque reclamar? Afinal temos o porto de Mariel em Cuba, extração de petróleo em Pernambuco com ajuda da Venezuela, uma usina petrolífera nos States……..

    1. Paulo Renato Versiani Velloso
      Paulo Renato Versiani Velloso

      Mas isso ninguém mais lembra, o dinheiro que foi drenado por esses esquerdistas para essas republiquetas de “mierda”, naquela época, daria para prevenir tudo isso que ameaça acontecer agora. O país está proibido de ter algum crescimento por falta crônica de plantas de geração de energia que seja de qualquer natureza. É isso mesmo.

  2. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Foi avisado pelo ONS em outubro do ano passado, apenas 10 meses antes e em plena pandemia! Agora vão dizer que o governo não preveniu com a construção de novas geradoras de energia… às vezes dá um desânimo desses vagabundos esquerdistas deste país. Já disse isso duas vezes antes e vou dizer mais uma vez: O maior problemas deste país, é que está repleto de “filhosdaputa” que só sabem criticar quem tenta fazer algo.

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