publicidade
Economia

Paulistas deixam a CLT para empreender no mercado de marmitas

Pesquisa do Sebrae-SP mostra migração motivada por autonomia e maiores ganhos

Empreendedora durante preparação de marmita: receita mensal em torno de R$ 4 mil | Foto: Divulgação/Sebrae-SP
Empreendedora durante preparação de marmita: receita mensal em torno de R$ 4 mil | Foto: Divulgação/Sebrae-SP

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

O mercado de marmitas em São Paulo tem se consolidado como uma alternativa de empreendedorismo, com 91.587 microempreendedores individuais (MEIs) atuando no setor, sendo 71,3% mulheres, muitas delas ex-trabalhadoras formais. Um levantamento do Sebrae-SP revela que o investimento inicial médio é de R$ 3 mil, com faturamento mensal médio de R$ 4.191. A maioria vende entre 151 e 300 marmitas por mês.

O mercado de marmitas tem se consolidado como uma porta de entrada para o empreendedorismo em São Paulo. Um levantamento do Sebrae-SP mostra que grande parte dos microempreendedores individuais (MEIs) do setor trabalhava anteriormente com carteira assinada e decidiu abrir o próprio negócio em busca de autonomia financeira, independência ou complementação de renda.

Segundo a pesquisa “Perfil e desafios dos negócios de marmitas”, o Estado de São Paulo reúne 91.587 MEIs nessa atividade, o equivalente a 76% dos micro e pequenos negócios do segmento. O perfil predominante é feminino: 71,3% dos empreendedores são mulheres, e 60% vieram de empregos formais antes de iniciar a produção e venda de refeições.

Receba nossas atualizações

Marmitas: receita média supera R$ 4 mil

O estudo revela que a principal vantagem do setor é a baixa barreira de entrada. O investimento médio inicial é de R$ 3 mil, valor que permite começar a operação, muitas vezes, na própria cozinha de casa, utilizando utensílios já disponíveis.

Em média, os empreendedores faturam R$ 4.191 por mês. A maior parte vende entre 151 e 300 marmitas mensais, e 65% cobra entre R$ 21 e R$ 30 por unidade, faixa considerada intermediária e compatível com o poder de compra da maioria dos consumidores.

Leia também: “CLT obsoleta”, reportagem de Anderson Scardoelli publicada na Edição 333 da Revista Oeste

Apesar da facilidade para começar, o setor exige atenção à gestão financeira. O levantamento aponta que os principais desafios são o controle de custos (42%), a concorrência (38%) e a logística das entregas (29%).

Para o Sebrae-SP, os dados indicam que o negócio de marmitas tem funcionado como uma alternativa de transição de carreira. O baixo investimento inicial atrai trabalhadores que deixam a CLT para testar um negócio próprio, mas a permanência no mercado depende de planejamento, precificação adequada e organização das finanças, já que o segmento se tornou cada vez mais competitivo.

+ Leia mais notícias de Economia na Oeste

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade