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Economia

Quanto vale o seu hambúrguer?

Índice utiliza o Big Mac, principal sanduíche da rede multinacional McDonald's, para comparar o poder de compra das moedas ao redor do mundo

McDonald´s Big Mac
Big Mac é um dos sanduíches mais vendidos | Foto: Reprodução/site McDonald´s

Um Big Mac pode dizer muito mais sobre a economia de um país do que parece. Desde 1986, a revista britânica The Economist utiliza o preço do sanduíche do McDonald’s em diferentes partes do mundo para avaliar se as moedas estão caras ou baratas em relação ao dólar.

O chamado Índice Big Mac parte de uma ideia simples: o sanduíche é vendido em dezenas de países e segue praticamente a mesma receita em todos eles. Leva dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles e pão com gergelim, além de incorporar os gastos com funcionários, energia e aluguel. Assim, seu preço reúne vários custos de uma economia.

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O índice compara o preço de um Big Mac em diferentes países. Nos Estados Unidos, por exemplo, o sanduíche custa US$ 5,80. No Brasil, sai por R$ 24. Convertido pela taxa de câmbio, o preço brasileiro equivale a cerca de US$ 4. Como o mesmo produto é mais barato no Brasil, o índice conclui que o real está aproximadamente 30% subvalorizado em relação ao dólar.

O índice também aponta moedas supervalorizadas. Na Suíça, por exemplo, um Big Mac custa quase US$ 8, cerca de 38% acima do preço cobrado nos EUA. Em seguida aparece a Argentina, onde o sanduíche sai pelo equivalente a quase US$ 7.

Os arcos dourados são o símbolo do McDonald's | Foto: Divulgação/McDonald's
Os arcos dourados são o símbolo do McDonald’s | Foto: Divulgação/McDonald’s

O índice está longe de pretender substituir as estatísticas produzidas por instituições como o Banco Mundial, que consideram milhares de produtos e serviços, mas também levam anos para ser concluídas e não são muito fáceis de entender. O Big Mac é mais rápido e bem mais simples de digerir.

A brincadeira econômica criada pela The Economist completa 40 anos em setembro. Desde então, já divertiu leitores, despertou o interesse de investidores e incomodou alguns bancos centrais. E, apesar de usar um único produto, seus resultados costumam ficar razoavelmente próximos dos levantamentos mais complexos. Para um simples hambúrguer, é uma responsabilidade e tanto.

Leia também: “É uma tragédia – temos comida demais”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 200 da Revista Oeste

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