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O setor de serviços do Brasil, que representa cerca de 60% do PIB, deve ser impactado pela tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros imposta pelos Estados Unidos desde 22 de julho de 2026, segundo a Confederação Nacional de Serviços (CNS). Mesmo que as tarifas atinjam diretamente a indústria, o setor de serviços, que está integrado às cadeias produtivas, enfrentará efeitos indiretos, como a redução na demanda por consultorias e serviços financeiros.
O setor de serviços, responsável por aproximadamente 60% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, deve ser impactado, segundo a Confederação Nacional de Serviços (CNS), pela tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, imposta pelos Estados Unidos a partir do último dia 22. A entidade prevê efeitos neste segmento, mesmo que as tarifas atinjam diretamente produtos exportados, principalmente da indústria. Isso ocorre porque o setor de serviços tem forte integração com as cadeias produtivas.
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Segundo Carlos Eduardo Oliveira Jr., assessor econômico da CNS, os serviços absorvem parte relevante dos efeitos indiretos da desaceleração econômica. Entre os principais impactos esperados estão a redução do fluxo de cargas na logística no transporte; a menor demanda por consultorias, auditorias e engenharia nos serviços empresariais; e a postergação de projetos de digitalização e tecnologia da informação.
Nos serviços financeiros, a tendência é de haver maior procura por operações de hedge e gestão de riscos, com menor crédito corporativo. Estes tipos de operação garantem um seguro em relação à volatilidade da moeda. Em regiões exportadoras, a expectativa é de que o comércio e os serviços locais também sejam afetados.
“A redução da competitividade das exportações brasileiras pode comprometer investimentos, produção e geração de emprego, produzindo reflexos sobre atividades intensivas em serviços, como logística, transporte, tecnologia da informação, serviços empresariais, comércio e sistema financeiro”, afirma Oliveira Jr.
Em relação aos investidores, Oliveira Jr. afirma que eles ainda avaliam se existem mecanismos de compensação capazes de reduzir os impactos mais imediatos das tarifas. O setor de serviços é um dos principais termômetros da atividade econômica e da geração de resultados das empresas.
Neste sentido, os investidores acompanham seu desempenho para avaliar se a desaceleração provocada pelas tarifas poderá reduzir receitas e lucros de transportadoras e empresas de logística, bancos e instituições financeiras, empresas de tecnologia e companhias ligadas ao comércio.
Além dos reflexos sobre as empresas, o setor de serviços também influencia o comportamento do mercado de juros e câmbio. A Oeste, Oliveira Jr. acrescenta que, apesar de depender de inúmeros fatores, uma alta do dólar também pode afetar os serviços. “Uma eventual redução das exportações ou da entrada de investimentos produtivos pode gerar alguma pressão de valorização da moeda norte-americana frente ao real.”
Duração das tarifas dos EUA
Tudo vai depender da duração das medidas e das compensações encontradas pelo governo, em busca de novos mercados. “Se as medidas forem ampliadas ou prolongadas, a tendência é de o mercado passar a incorporar riscos maiores para determinados setores exportadores”, avalia Oliveira Jr.
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O desempenho dos serviços, como ele já ressaltou, está atrelado ao da indústria. “Neste cenário, empresas industriais fortemente dependentes do mercado externo podem sofrer revisões negativas de resultados, o que afeta o desempenho de suas ações.”
A incompetência presidencial em dialogar com os EUA assusta mais que tudo.