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Política

Dino diz que sigilo da fonte não é absoluto, e Moraes defende rediscutir diploma de jornalista

Discussão ocorreu no julgamento de pedido de direito de resposta relacionado a reportagens da Globo; Cármen Lúcia pediu vista

moraes dino
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (à esq.), e o presidente do TSE, Alexandre de Moraes (à dir.), durante cerimônia de posse do diretor-geral da PF - 10/01/2023 | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

• Moraes e Dino relativizaram o sigilo da fonte no Brasil;
• Ambos querem rever entendimento sobre diploma; e
• Discussão ocorreu na 1ª Turma do STF.

Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), propuseram, nesta terça-feira, 18, que a Corte volte a discutir a exigência de diploma para o exercício do jornalismo. O tema surgiu durante uma sessão da 1ª Turma.

O colegiado julgou hoje um pedido de direito de resposta relacionado a reportagens exibidas pela TV Globo sobre uma clínica. A análise do processo foi interrompida depois de um pedido de vista (mais tempo para análise) da ministra Cármen Lúcia.

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Durante o julgamento, Dino disse que a dispensa da formação dificulta definir quem pode reivindicar garantias próprias da atividade jornalística, como o sigilo da fonte — em 2009, o STF derrubou a exigência de diploma para jornalistas.

Conforme o magistrado, a proteção constitucional não pode ser estendida automaticamente a qualquer pessoa que mantenha um blog ou uma página nas redes.

+ Decisão de Moraes contra fonte de jornalista incomoda ministros do STF

Dino chegou a mencionar a possibilidade de integrantes de organizações criminosas apresentarem-se como jornalistas para tentar obter essas garantias.

De acordo com ele, o sigilo da fonte existe para assegurar o acesso da sociedade à informação, mas não pode servir de proteção contra ameaças ou crimes.

“Há um objetivo: acesso à informação, e não acesso à desinformação”, declarou o juiz do STF.

Moraes concordou com o colega e afirmou que o avanço das redes sociais tornou o problema mais complexo.

+ Duração do Inquérito das Fake News volta a preocupar ministros do STF

Segundo Moraes, pessoas que divulgam acusações e ofensas não podem ser automaticamente equiparadas à imprensa profissional.

O ministro também disse que eventual mudança de entendimento precisaria preservar a situação de profissionais que já atuam na área sem formação específica. Moraes mencionou a possibilidade de estabelecer uma regra de transição.

As falas ocorreram uma semana depois da repercussão de uma decisão de Moraes que autorizou medidas contra a fonte do jornalista maranhense Luis Pablo Almeida.

Almeida publicou reportagens sobre o suposto uso irregular de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão por Dino e seus familiares.

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Direito de resposta citado por Moraes

Ao tratar do processo contra a Globo, Dino afirmou que a liberdade de imprensa deve conviver com outros direitos constitucionais.

Segundo ele, veículos e jornalistas precisam assegurar a correção de informações e o direito de resposta de pessoas atingidas por conteúdos incorretos.

Moraes também criticou empresas jornalísticas que, segundo ele, resistem a reconhecer e corrigir erros.

O ministro ponderou que a liberdade de imprensa protege inclusive a divulgação de uma informação falsa quando o profissional desconhecia o erro, mas não afasta a obrigação de repará-lo depois que a falha é constatada.

Leia também: “Ministro do STJ: ‘Judiciário deve ter humildade para reconhecer erros'”, entrevista exclusiva publicada na Edição 335 da Revista Oeste

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4 comentários
  1. Luiz Antônio Alves
    Luiz Antônio Alves

    E o direito adquirido. Tem profissionais que estão na ativa faz uns 30 anos… e sem diploma, já que no meu tempo, por exemplo, curso de jornalismo só existia nas capitais. E tem a figura do radialista. Huve uma época, por falta de cursos de graduação, o Ministério do Trabalho promovia cursos e concedia diplomas e registro, como o meu, para as duas profissões. E aí, caro Cristiam? O Dino e o Moraes sabem disto? O humorista, Zé Simão, Millôr Fernandes, Carlos Nobre, etc. entram onde?

  2. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Por isso que temos de encher de políticos de Direita este ano nas eleições!

  3. Brasileiro
    Brasileiro

    Esse país é um hospício. Para tentar se salvar vale tudo.

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