O número de produtores de cachaça formalizados no Brasil alcançou o maior patamar dos últimos oito anos. Em 2025, o país contabilizou 1.538 estabelecimentos registrados, ante 1.266 no ano anterior. O avanço superou os 20%.
Os dados constam do levantamento mais recente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) sobre o setor. Além do crescimento no número de estabelecimentos, a produção declarada chegou a 234,4 milhões de litros no ano.
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A atividade também manteve 6.232 empregos diretos. O avanço da formalização é um dado particularmente relevante em um segmento que historicamente convive com produtores fora dos registros oficiais. Por isso, o aumento no número de estabelecimentos cadastrados não significa necessariamente uma expansão da produção na mesma proporção: parte do movimento pode refletir a regularização de negócios que já operavam.
O Estado que lidera a produção de cachaça
A produção formalizada está presente em 844 municípios brasileiros, mas se distribui de maneira desigual pelo território nacional.
O Sudeste concentra a maior parcela dos estabelecimentos, com protagonismo de Minas Gerais. O Estado responde por cerca de 36% dos produtores formalizados do país, mantendo a tradição histórica associada à bebida.
A expansão dos registros também mostra que a atividade está longe de ficar restrita às grandes indústrias. Pequenos e médios produtores espalhados pelo interior compõem parte importante dessa cadeia produtiva.
A presença internacional, embora muito menor que o mercado doméstico, acrescenta outra dimensão econômica ao setor. Em 2025, Paraguai, Alemanha e Estados Unidos, nessa ordem, figuraram como os três principais destinos da cachaça brasileira no exterior.

O mundo quer beber
A Alemanha e os Estados Unidos já aparecem há anos entre mercados relevantes para as exportações brasileiras do produto. No caso norte-americano, há ainda um componente regulatório: os EUA reconhecem oficialmente a cachaça como produto distintivo do Brasil, resultado de um acordo bilateral.
Os números mais recentes retratam um setor que combina uma atividade tradicional, fortemente ligada à produção regional, com um processo crescente de formalização e presença comercial fora do país.
Ao alcançar 1.538 produtores registrados, a cachaça chega a um novo patamar na série recente e reforça o peso econômico de uma atividade que deixou há muito tempo de ser apenas uma tradição artesanal brasileira.
Essas curiosidades e outras notas estão na Edição 334 da Revista Oeste. Assine e tenha acesso à íntegra.
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