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O senador Flávio Bolsonaro (RJ), candidato do PL à Presidência, criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou o sigilo da fonte jornalística em um caso envolvendo Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, alvo de uma operação da Polícia Federal (PF). A investigação apura informações usadas pelo jornalista Luís Pablo sobre o ministro Flávio Dino, do STF.
O senador Flávio Bolsonaro (RJ), candidato do PL à Presidência da República, voltou a criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proferiu uma decisão que, na prática, anulou o direito fundamental ao sigilo da fonte jornalística.
O caso envolve Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, que foi alvo de uma operação de busca e apreensão autorizada por Moraes. A PF investiga o fornecimento de informações utilizadas pelo jornalista Luís Pablo em reportagens sobre o ministro Flávio Dino, do STF.
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A operação contra Cutrim gerou reação de entidades ligadas à imprensa. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Sociedade Interamericana de Imprensa manifestaram preocupação com a medida e apontaram risco à liberdade de imprensa.
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“Imprensa livre não é a que elogia o poder. É a que pode investigá-lo sem que a polícia bata na porta de quem falou”, escreveu Flávio em mensagem publicada em sua conta no X na noite desta quinta-feira, 13.
“Defender o sigilo da fonte do jornalista do Maranhão é defender o direito de todos nós de vivermos em um país realmente livre e democrático”, completou o senador.
Flávio compartilhou um trecho de sua live semanal no qual comentou o episódio e se solidarizou com os jornalistas.
“Fica aqui minha solidariedade aos jornalistas. Estão percebendo que a verdadeira ameaça à democracia nunca foi Bolsonaro? Vocês conseguem enxergar isso agora?”, indagou o candidato do PL ao Planalto.
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Operação da PF
Moraes autorizou a PF a cumprir mandados de busca e apreensão contra Cutrim e outro investigado. A operação ocorreu na última terça-feira, 11. A decisão teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Cutrim foi identificado pela PF como uma das fontes de Luís Pablo. O jornalista publicou reportagens sobre o uso indevido de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e seus familiares.
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